Publicado 24 de novembro de 2010 às 16:28
por Nosso Lar

Durante os três dias de evento, profissionais do Nosso Lar estarão num estande mostrando diversas atividades realizadas, desde seus programas até projetos especiais, que visam o desenvolvimento integral de crianças, adolescentes e jovens através de leis de incentivo fiscal como o Fundo Municipal da Criança e do Adolescente (FUMCAD).
Mais de 500 ONGs participam do evento com projetos dos mais variados e a expectativa é receber mais de 10.000 visitantes nos três dias.
ONG Brasil – Feira e Congresso de ONGs Brasileiras
Dias: 25 e 26 das 13 às 20h
Dia: 27 das 10h às 17h
Localização: I26
Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte – Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme – São Paulo – Brasil
Divulgue e Participe!!!

Tags: ong brasil Publicado em Eventos
Publicado 16 de novembro de 2010 às 19:35
por Nosso Lar

No primeiro dia de aula as alunas já conheciam o embrião do projeto daquele grupo que fora apresentado em alguns encontros-pilotos visando desmistificar a idéia de escola para a maturidade.
Houve dificuldade para formar a turma, pois muitas pessoas se sentiam desencorajadas por terem parado de estudar muito jovens e terem aprendido somente as primeiras letras, outras porque iriam remexer o passado que já estava enterrado, afinal o primeiro módulo seria sobre memórias e outras ainda achavam que não valia a pena….
Todavia, crê-se, conforme Lima,…que é efetivamente pela educação que vamos auxiliar o idoso a exercer a nova cidadania, fazendo-o sentir a necessidade de mudanças, de unir-se e criar espaços para tornar visíveis suas necessidades, suas soluções, propostas vindas do próprio idoso. (Lima, 2000, p. 48).
Mesmo com grupo reduzido, o curso teve início. Uma aluna idosa avisara que não iria aos encontros antecedentes, mas faria o curso. Era a única do grupo que tinha nível superior, adorava se arrumar, ler, fazer crochê, tricô, falar e principalmente rir. Sua chegada à aula foi um acontecimento.
Imagine uma mulher, chamada Flor, com oitenta anos, totalmente independente, mais de um metro e oitenta de altura, cabelos brancos, maquiada, brincos, anéis, colares e pulseiras, óculos com corrente, vestido estampado e BATOM VERMELHO. Provavelmente aprendeu com, ou ensinou, à Gloria Kalil, sobre moda e comportamento para os maiores de 70 anos:
Pode tudo. Pode muita bijuteria, roupas étnicas, perfumes fortíssimos, cabelo branco, rosa, azul, estufado, cheio de laquê… Quanto mais extravagantes na aparência, mais poderosas ficam. (KALIL, 2004, p.184).
Para criar um clima propenso a trabalhar a auto-estima e promover a integração entre elas, no primeiro encontro, a professora solicitou que cada aluna escrevesse ou desenhasse no papel um defeito seu. Enrolasse o papel como um canudinho e o colocasse cerimoniosamente dentro de uma garrafa de gargalo estreito, estrategicamente disposta sobre a mesa, no centro do salão, considerando que estariam se livrando do defeito naquele momento. A seguir, cada uma deveria falar sobre uma qualidade sua, que ficaria registrada no painel, com letras bem grandes, para que todas pudessem ler.
Quando chegou sua vez, ela disse que precisava dizer pelo menos três! E falou bem alto:
-Sou BOA, BONITA E GOSTOSA!
Foi só risada. O clima ficou ótimo e a aula fluiu em alto astral.
Nas aulas que se seguiram ela sempre se mostrou muito espirituosa, seus comentários, relatos, lembranças eram recheados de sonhos. O drama sempre se transformava em vitória, o problema em solução, a dor em risadas. Percebia-se que dentro dela havia uma vida vivida e outra contada.
Acreditamos que todos os que detêm a palavra – artista, políticos, anônimos – buscam a escuta e o diálogo, e relatam a verdade possível, no tempo e no espaço presentes na narrativa – meio-verdade, meio-ficção. (BRANDÃO, 2008, p. 69).
Além de sua participação esfuziante, não perdia a oportunidade de cobrar da professora o BATOM VERMELHO. Tentava convencê-la que isto daria vida ao seu rosto pálido e garantia que ela ficaria mais bonita e atraente, pois com sua pele clara, cabelos negros e lisos haveria um belo contraste.
Certa vez contou que uma de suas filhas tinha vergonha e a criticava por sua maneira de se apresentar, sempre cheia de badulaques e muito colorida. Naquele momento ficou triste, enxugou uma lágrima, sorriu e disse:
- Mas vou continuar assim até morrer!
O convívio, na escola, foi curto – um mês e meio. De repente ela perdeu a visão, percebia somente sombras e vultos, tudo muito escuro. Ao procurar ajuda médica, depois de muitos exames que não acusaram nenhum problema em suas vistas, foi detectado um aneurisma que estava localizado atrás dos olhos comprimindo o nervo ótico. Protestos a parte, afastou-se, alegou que iria tratar-se, recuperar-se e então voltaria.
No primeiro momento acreditou que poderia… Porém logo percebeu a gravidade da doença, seu abatimento foi gigantesco, quem a via não reconhecia aquela mulher que a todos fazia rir. Estava desolada devido à cegueira, inconformada com a situação. Não aceitava viver sem a luz dos olhos que sempre lhe permitiram admirar a beleza da vida.
Queria operar, cobrava dos médicos, mas mesmo os melhores da área mostravam-se céticos e desconversavam. O risco era muito grande. Ela queria arriscar, eles não. Declarava abertamente que seu tempo aqui estava chegando ao fim, não tinha mais motivação para viver. Não queria lutar para viver cega, queira enxergar, ou morrer!
Embora tivesse se afastado do curso, participou do almoço de encerramento no mês de dezembro. Aproveitou a oportunidade e presenteou a professora com um BATOM VERMELHO.
Neste dia falou, cantou, brincou, riu, brindou, mas nas entrelinhas via-se a tristeza em seu semblante. Já não acreditava naquilo que falava.
Antes do ano novo, ligou para todas amigas e amigos despedindo-se, desejando tudo de bom e informando que iria morar com uma das filhas. Sabia que não podia mais ficar só. Estava perdendo sua tão decantada independência, o que até recentemente ela abominava.
Flor marcou a vida de todas, embora em pouco tempo de convívio na escola, com suas gargalhadas, comentários, alegria, entusiasmo, ensinamentos e…. marcas de BATOM VERMELHO!
Hoje a professora, triste, olhou-se no espelho, estranhou, ficou rubra e saiu. Foi ao hospital levar flores para uma Flor que está na UTI se despedindo da vida.
Os filhos ao vê-la, dizendo que ia ao hospital, debocharam, o marido estranhou e ficou enciumado, as amigas se espantaram, e ela percebeu que Flor tinha razão – estava mais bonita e atraente, tudo porque em homenagem à Flor estava usando BATOM VERMELHO!
Obs.: Flor partiu um dia depois deste texto. Seu corpo foi sepultado enfeitado com anéis, pulseiras, colares, brincos e trazia nos lábios, um sorriso, delicadamente maquiado com BATOM VERMELHO.
Cida Mello
BIBLIOGRAFIA:
BRANDÃO, Vera Maria Antonieta Tordino. Labirintos da memória: quem sou? São Paulo: Paulus, 2008
KALIL, Gloria. Chic[érrimo]. Rio de Janeiro: Ediouro, 2004.
LIMA, Mariúza Pelloso. Gerontologia educacional. São Paulo: LTr, 2000.
http://www.partes.com.br/terceiraidade/batomvermelho.asp

Tags: auto estima, terceira idade Publicado em Artigos
Publicado 12 de novembro de 2010 às 16:01
por Nosso Lar

A tarefa escolar a ser realizada em casa é algo comum na rotina de muitas famílias. Porém, como podemos organizar estas atividades para realmente contribuir com o aprendizado da criança e do adolescente?
Muitas vezes observamos os pais queixando-se das tarefas de casa ou ainda deixando de dar à devida atenção a proposta dos professores. Neste artigo buscamos refletir um pouco sobre tal ferramenta utilizada nas escolas desde a educação infantil.
Objetivos da lição de casa:
Quando o professor planeja as lições a serem executadas em casa geralmente tem por meta dois objetivos básicos:
1.° - Fixar conteúdos pedagógicos desenvolvidos em sala de aula. Neste aspecto os pais têm um meio de observar como está o aproveitamento escolar da criança ou do adolescente. Se a lição aparentar ser demasiadamente fácil, a criança pode ser estimulada a avançar na aprendizagem, enfrentando desafios com maior elaboração. Quando ocorre o contrário e a criança não consegue realizar a tarefa, necessitando por vezes de muita ajuda, isto pode ser indicio de que a mesma está com dificuldade para acompanhar a classe e os conteúdos apresentados pelo professor. Neste caso os pais devem solicitar reunião com a coordenação pedagógica escolar para buscar soluções que favoreçam a aprendizagem dos filhos. Não espere a reunião bimestral planejada pela equipe escolar, pois quanto mais cedo se intervir, melhores serão os avanços da criança.
2.° - Desenvolver responsabilidade na criança e no adolescente. Ao executar as lições de casa, além de exercitar o aprendizado realizado em sala de aula, seu filho estará desenvolvendo noções de responsabilidade que os indivíduos encontram ao longo da vida, como por exemplo, cumprir com prazos de entrega de um produto, elaborar relatórios para o chefe, organizar as despesas domésticas, etc. Por isso a rotina familiar deve incluir um tempo para realização da lição de casa visando contribuir com os objetivos escolares.
Abaixo pontuamos algumas dicas que poderão favorecer na organização da criança e do adolescente diante da lição de casa:
1. Peça pra seu filho lhe mostrar os cadernos. Além de observar as lições a serem realizadas, você estará acompanhando o que está sendo ensinado na escola.
2. Estimule a criança a organizar e a preservar os materiais escolares.
3. Combine com a criança horário diário a ser destinado para a lição de casa. Mesmo que o professor não passe as lições constantemente, estipule que neste momento ele estará revendo o que aprendeu em aula ou ainda executando a leitura. Cuidado, porém, com o número de horas para a lição de casa! O equilíbrio entre o tempo de lazer e o tempo de estudo é fundamental para o desenvolvimento sadio e para que a criança goste de estudar tanto quanto gosta de brincar.
4. Valorize e demonstre interesse pelas produções escolares de seu filho. O ser humano possui a necessidade de receber reconhecimento nas ações que executa e a criança sente prazer em ser elogiada desde pequenina, mesmo que suas tarefas sejam mínimas. Contudo, seja sincero! Quando a lição precise ser refeita, converse com a criança, pontuando que você acredita em sua capacidade de fazer o exercício de forma mais adequada. Utilize frases do tipo: “Você é capaz de fazer um desenho mais bonito” ou “Tenho certeza de que você sabe fazer uma lição melhor”, são mais adequadas do que as que dizem: “Que horror! Isso está péssimo, vou jogar fora!”
5. Quando a criança resiste em cumprir com as lições, faça com ela combinados. Senso de responsabilidade é diferente que castigo. Se a criança não cumprir com os combinados, você deve manter sua palavra em não deixá-la desfrutar de um lazer, como um passeio por exemplo.
6. Não pague para seu filho fazer a lição! Alguns pais, na ânsia de buscar favorecer a aprendizagem da criança, prometem presentes ou mesadas caso a lição seja feita ou as notas melhorem. Acompanhar os deveres de casa e conseguir boas notas fazem parte das obrigações da criança.
7. Organize sua rotina para estar atento a lição de casa. As exigências de horários, o trabalho doméstico e outras tantas obrigações dos pais por vezes distanciam os mesmos no momento de fazer a tarefa. Porém pequenas mudanças podem favorecer para que os pais consigam acompanhar atentamente o aproveitamento escolar da criança. Aproveitem esta oportunidade, pois, com o desenvolvimento da independência, a tendência é que a criança busque menos os adultos na execução de suas atividades.
8. Resista a tentação! Não faça jamais a lição de casa no lugar da criança! Se a tarefa parecer muito difícil, busque conversar com o professor a fim de entender a proposta da escola. Ler e orientar são ações diferentes de fornecer as respostas ou ainda executar o exercício para o filho.
9. Em tarefas de pesquisa, evite que a criança copie todas as atividades da internet, assim ela deverá ler os assuntos para se inteirar dos mesmos, antes de entregar trabalhos na escola.
10. Quando for penoso para você acompanhar as lições, ou ainda faltar paciência, busque ajuda de um professor particular, por exemplo. Vemos muitas relações entre pais e filhos se tornarem desgastadas devido à dificuldade de acompanhar as tarefas escolares. Evite se alterar diante da criança. Tal atitude pode deixar marcas profundas.
11. E como último apontamento, a infância é uma fase importantíssima no desenvolvimento de seu filho.
Os anos passam rápido, assim aproveite cada etapa de aprendizado, acompanhando suas conquistas, mostrando com seus gestos o quanto ele significa para você.
Célia Luiza Monteiro
Psicopedagoga Clínica formada pela Escola
Psicopedagógica de Buenos Aires e atuante da equipe do SEAPP

Tags: adolescentes, aprendizagem, atividades, criança, educação infantil, escola, estudo, família, lição de casa, psicopedagogia Publicado em Artigos
Publicado 8 de novembro de 2010 às 15:13
por Nosso Lar

Foi com muito carinho e dedicação que a Equipe de Eventos do Recanto organizou uma linda festa!
Os convidados puderam se divertir e participar de um almoço preparado com muito esmero!
Nossos agradecimentos a todos que colaboraram para o sucesso desse grande Evento!!

Tags: 13ºAniversário do Recanto do Idoso Nosso Lar, Nosso Lar, recanto Publicado em Idosos
Publicado 5 de novembro de 2010 às 10:17
por Nosso Lar

Doe parte de seu imposto devido para o projeto Cenlep Nosso Lar Aprendiz em Ação.
Empresas e pessoas físicas também poderão doar via FUMCAD. As doações realizadas a projetos aprovados pelo Conselho Municipal da Criança e Adolescente são integralmente dedutíveis do imposto de renda a pagar, tanto pessoa física 6%, como pessoa jurídica 1%.
Para facilitar as doações no Município de São Paulo, a Prefeitura Municipal, criou em seu site um link com o FUMCAD:
http://fumcad.prefeitura.sp.gov.br/forms/principal.aspx que facilita bastante sua doação.
Poderão doar:
• Pessoas físicas que declaram no formulário completo
• Pessoas Jurídicas tributadas no lucro real
Clique em ‘Pesquise Projetos e Entidades’, em destaque no site;
Deixe em pesquisar por ‘Projeto’ e escreva ‘Cenlep – Aprendiz em Ação’.
Há uma simulação que orienta o valor que pode ser doado.
Pode-se realizar doações de qualquer valor.
Projeto: Cenlep – Aprendiz em Ação
Detalhes: Facilitar a inserção dos jovens no mercado de trabalho, com base na Lei 10.097/2000, através da aprendizagem teórica e prática compatível com desenvolvimento físico, psíquico e social; permitindo a formação técnico-profissional de jovens de 15 a 18 anos na condição de aprendizes.
Valor do Projeto: R$ 102.814,18
Para ser parceiro do projeto ou solicitar maiores informações, entre em contato com Rosana no cenlep@capsnossolar.org.br ou pelo telefone: (11) 2671-7139.
Tags: Cenlep, fumcad, Nosso Lar Publicado em Cenlep